Greve na <em>TST</em><br>com razão e com frutos

A paralisação de ontem, na Transportes Sul do Tejo, foi convocada pela Festru/CGTP-IN depois de «esgotadas as possibilidades de levar a administração, através do convencimento, a alterar a sua postura» nas negociações. Por outro lado, a apresentação formal do pré-aviso de greve «já está a fazer efeito na estratégia da empresa, obrigando-a a passar a sua proposta de aumento na tabela salarial para 2,5 por cento», refere-se num comunicado da delegação regional de Setúbal e Alentejo do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal.
A decisão de avançar para a greve foi tomada a 26 de Janeiro, depois da direcção da estrutura regional do STRUP/CGTP-IN confirmar que não houve alterações positivas na posição da TST nas negociações. A administração, nessa tarde, não aceitou dar passos que permitissem um rápido acordo, limitando-se a reformular a sua proposta, de 1,25 para 1,65 por cento de actualização na tabela salarial. A comissão negociadora sindical, liderada pela Federação dos Sindicatos de Transportes Rodoviários e Urbanos, apresentou «para acordo» uma proposta de 4,44 por cento, clarificando que não daria o seu acordo a qualquer valor que não tivesse como referência os 4,42 por cento de actualização do salário mínimo nacional.
Para os representantes sindicais, a TST pretendia obrigar os trabalhadores a escolher entre duas opções: ou manter a actual política salarial restritiva e o progressivo empobrecimento dos salários dos trabalhadores, ou aceitar alterações significativas dos horários de trabalho, sem conhecer em absoluto quais as contrapartidas pecuniárias que reverteriam para os trabalhadores.
Medidas aplicadas nos últimos seis anos, como a «terceira hora» ou a redução das horas pagas como agente único, levaram a que, fazendo o mesmo serviço, muitos trabalhadores recebam agora um salário bastante inferior.
A paralisação de ontem, com a realização de um plenário descentralizado, teve por objectivo permitir que os trabalhadores interviessem directamente na negociação, exigindo o fim da política conduzida pela administração, de redução de salários e corte nos direitos.
Para hoje estava anunciada uma nova ronda de negociações entre representantes dos trabalhadores e da empresa.

Berrelhas

A Festru e o STRUP acusaram, na semana passada, a empresa de camionagem Berrelhas e a Câmara de Viseu de aprovarem horários de autocarros apertados, colocando em risco motoristas, passageiros e restantes utentes das estradas. Horários e percursos dos Serviços de Transportes Urbanos de Viseu, afirmaram dirigentes das duas estruturas da CGTP-IN, no dia 8, em conferência de imprensa, não levam em conta que o motorista não pode desrespeitar o Código da Estrada e deve ter uma condução adequada ao transporte de passageiros.
Entre outros, foi referido o exemplo da linha 12, entre a Central de Camionagem de Viseu e Vila Chã de Sá, percurso com 12 quilómetros e 30 paragens, cujo horário prevê cerca de 20 minutos.


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